Itaú BBA apresenta perspectivas para Brasil e mundo

Cobertura encerrada

Encerramos aqui nossa cobertura da apresentação do Itaú BBA com perspectivas para a economia brasileira e mundial. Agradecemos a todos que acompanharam.

Banco projeta crescimento mundial de 2,8% em 2013

Para o mundo, o banco projeta crescimento de 2,8% em 2013, 3,3% em 2014 e 3,5% anuais entre 2015 e 2020.

Para os EUA, a projeção é de 1,5% em 2013, 2,5% em 2014 e 2,4% anuais entre 2015 e 2020.

Para a zona do euro, o banco projeta retração de 0,5% em 2013, crescimento de 0,9% em 2014 e expansão anual de 1,4% entre 2015 e 2020.

Para o Japão, a projeção é de 1,9% em 2013, 1,4% em 2014 e 1% anuais entre 2015 e 2020.

Para a China, o banco projeta expansão de 7,5% em 2013, 7,2% em 2014 e expansão anual de 6,8% entre 2015 e 2020.

 Projeção para dólar no fim do ano vai para R$ 2,45

Ilan afirma que “prever mercado de câmbio no curto prazo é muito difícil”, mas nota que projeção do banco foi de dólar em R$ 2,30 para R$ 2,45 no fim do ano. Ele nota que prever de forma exata qual será o nível de repasse do aumento do dólar para inflação é impossível tanto para o banco quanto para o governo pois depende de decisões das empresas.

Concessões podem ter efeito positivo

Banco considera que em termos de confiança e investimento, leilões do segundo semestre podem ter efeito importante e positivo sobre economia.

Reajuste total da gasolina aumentaria inflação em 0,6 p.p.

De acordo com os números do Itaú BBA, se toda a defasagem da gasolina fosse corrigida, isso levaria a cerca de 0,60 pontos percentuais a mais de inflação

Banco projeta desemprego de 6,5% ao longo de 2014

Aurelio Bicalho diz que banco projeta taxa de desemprego de 6,5% ao longo de 2014

“Agressividade do BC pode ser benéfica”

Sobre atuação do BC em segurar o câmbio, Ilan diz que “o problema é que o Brasil recebeu o choque do dólar quando a inflação já estava no teto da meta. Não diria que faltou agressividade, mas ela pode ser benéfica daqui pra frente.” Ele não acredita que o Banco Central tenha demorado para aumentar os juros, e sim que a situação mudou no meio do caminho.

Brasil deve crescer 2,1% em 2013 e 1,7% em 2014

As projeções do Itaú BBA para o Brasil são de expansão de 2,1% em 2013 e 1,7% em 2014, IPCA de 6,1% em 2013 e 6% em 2014, Selic em 9,75% em 2013 e em 2014, superávit primário em 1,7% em 2013 e 1,1% em 2014.

“O investidor estrangeiro está mais preocupado com o Brasil”

Ilan Goldfajn: “O investidor estrangeiro está mais preocupado com o Brasil. Ele está com perspectivas melhores nos países avançados, e quando olha para o Brasil, vê o pais desacelerando mais do que os outros emergentes.” Em resposta a pergunta sobre o fator eleitoral, ele acredita que “a dúvida é mais econômica do que política”. Ele também acredita que a probabilidade de aumento da gasolina cresce a cada dia.

Dólar alto deve puxar inflação pra cima

Itaú BBA espera uma volta da inflação nos próximos meses depois de aumento de apenas 0,03% em julho. Motivo é o repasse cambial devido à apreciação do dólar. O banco trabalha com uma projeção de que 20% de queda do real em relação ao dólar leva o IPCA 2013 para 7,3% e o IPCA 2014 para 6,7%.

Brasil deve crescer 2,1% em 2013

A expectativa é que haja uma recuperação moderada mas insuficiente em agosto e setembro. A projeção é que o crescimento do PIB fique próximo de zero no terceiro trimestre. O cenário base é de 0,4% no quarto trimestre e crescimento total de 2,1% no ano.

Exportação foi destaque no trimestre

O destaque no trimestre foi crescimento da exportação (8,4%), agropecuária (2,4%) e indústria (2,2%). Já há sinais de atividade mais fraca no terceiro trimestre – prévia de julho é de queda de 0,4% em julho, com queda da produção industrial e das vendas do comércio varejistas.

Projeção de 1,1% para crescimento do PIB no 2o trimestre

Aurelio Bicalho aponta projeção do Itaú BBA de 1,1% para crescimento do PIB no 2o trimestre em relação ao 1o, e alta de 2,9% na comparação com o 2o trimestre de 2012. Ele considera o resultado muito positivo, mas que não deve se repetir.

“Brasil desacelerou antes que os outros emergentes”

Para Ilan, nos emergentes e na América Latina a desaceleração é geral. Ele mostra os números ruins do México, que voltou a entrar em recessão. Brasil desacelerou antes dos outros, mas tem certa recuperação esse ano. Eles mostram que os índices de confiança da indústria e do consumidor do país caíram muito recentemente.

Europa em recuperação, mas ainda leve

Depois de seis trimestres negativos, a Europa voltou a crescer – mas pouco. Para Ilan, a discussão sobre o fim do euro ficou definitivamente para trás.

EUA em recuperação estável

Ele aponta que o mercado de trabalho americano segue firme na sua recuperação, com estabilização na média de criação de empregos e queda na taxa de desemprego para cerca de 7,5%

 Mundo deve se recuperar, mas Brasil está empacado

O economista-chefe do Itaú BBA, Ilan Goldffan, começa a apresentação falando que há perspectiva de recuperação do crescimento global, mas que no Brasil, a expectativa é de redução do crescimento e do espaço de manobra do governo.

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