À morte (mais uma) da governança corporativa

 Empiricus

Não há grande novidade no racional exposto acima, mas vale o reforço. O debate eleitoral que recém desabrocha segue fornecendo algumas das variações mais significativas da Bolsa, como as ações da Eletrobras, que acumulam altas de 11% (ELET6) e 19% (ELET3) somente este mês.

Mas não é esse o destaque de Eletrobras do dia…

Um acionista minoritário entrou com ação contra a União protestando o fato de o governo ter votado como acionista majoritário nas assembleias realizadas em 2012 pela empresa.

O problema?

O fato dessas assembleias terem sido favoráveis à adesão da companhia à polêmica MP 579, de renovação automática das concessões do setor. Era de se esperar que quem lançou a MP votasse favoravelmente a ela no Conselho da empresa.

Tamanho conflito de interesse também é de se esperar, infelizmente.

O seminário mais caro do mundo

Mas, felizmente, também encontraram uma “solução” para o caso.

Para impedir o prosseguimento do processo na CVM, o governo federal propôs como acordo que a União realize um evento sobre mercado de capitais e a economia com a presença do ministro Guido Mantega.

Assim, fica elas por elas, entendeu?

Quando da aprovação da renovação antecipada das concessões, a Eletrobras acabou recebendo uma indenização inferior à que busca.

A diferença (entre o que pedia e o que levou)?

De meros R$ 17 bilhões.

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