Plataforma de renda fixa da Cetip passa a negociar LCI e LCA esta semana

Eduardo Tavares – ARENA

A partir desta semana, a Cetip Trader, plataforma de negociação de títulos de renda fixa da Cetip, passa a negociar Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e Letras de Crédito Agrícola (LCA), segundo o diretor-executivo Comercial, de Produtos, Marketing e Comunicação da Cetip, Carlos Ratto.

Segundo o executivo, há mais de 20 corretoras e bancos com possibilidade de acesso e compra desses tipos de investimento via plataforma da Cetip, e as taxas das aplicações chegam a 95% do CDI.

A Cetip Trader foi lançada em fevereiro deste ano e, à época, negociava apenas Certificados de Depósitos Bancários (CDBs) e Letras de Câmbio. À medida que novos bancos e corretoras foram aderindo à tecnologia, vieram LCIs e LCAs. De acordo com Ratto, as próximas aplicações disponibilizadas pela plataforma serão as letras financeiras privadas e os Certificados de Operações Estruturadas (COEs).

De acordo com Ratto, os volumes negociados na Cetip Trader ainda estão baixos, uma vez que os investidores ainda estão se adaptando ao sistema. A plataforma atua na comunicação apenas entre os bancos emissores dos títulos e as corretoras, que distribuem essas aplicações aos investidores. “Algumas corretoras nem tinham desenvolvido sua própria oferta de renda fixa e estão se adaptando”, afirmou. “Mas a plataforma, em termos de infraestrutura, está completa e acessível”.

Aluguel de títulos

Outra novidade no radar da Cetip, para o segundo semestre de 2014, é o início da atuação da Cetip como contraparte central na negociação de títulos de renda fixa privada. Isso significa que a companhia atuará na negociação desses ativos como compradora para todos os vendedores e como vendedora para os compradores, diminuindo o risco das operações ao garantir a liquidação de todos os negócios, certificando que todos os pagamentos e recebimentos foram feitos.

Essa atuação da Cetip como contraparte central permitirá a estruturação de instrumentos derivativos de renda fixa, bem como de operações de aluguel de títulos de renda fixa.

Nessas operações, os investidores poderão vender títulos no mercado secundário sem possuí-los, apenas tomando emprestado o papel de outros investidores. Geralmente, quem faz esse tipo de operação está apostando na queda de preço do ativo alugado no curto prazo. “É obrigatório, por legislação, haver uma contraparte central para possibilitar as operações de empréstimo”, afirmou Ratto. Atualmente, as operações de aluguel estão restritas ao mercado de ações.

O executivo participou de evento sobre renda fixa realizado hoje pela Cetip, em São Paulo.

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