Conselheiro avalia questionar Petrobras na CVM sobre acordo do pré-sal

Annibal Lima

Um membro do Conselho de Administração da Petrobras disse que considera questionar a empresa na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) por não ter sido informado sobre o acordo para produção de petróleo excedente em quatro áreas do pré-sal de R$ 15 bilhões. 

Silvio Sinedino, que representa os funcionários na empresa, disse que não sabia do plano de repasse de direitos para a Petrobras explorar até 15,2 bilhões de barris excedentes do pré-sal. Mauro Cunha, que representa os acionistas minoritários, também disse que não sabia do assunto com antecedência. Mas Sinedino disse que considera questionar a empresa junto ao órgão regulador. Segundo ele, o governo da presidente Dilma Rousseff tornou a companhia de petróleo mais endividada e menos lucrativa do mundo. ”Não sou contra a compra do petróleo em si. Simplesmente não tenho certeza se o negócio é bom para a Petrobras”, disse. “O governo fez de tudo para tirar dinheiro da Petrobras para cobrir a conta.” Uma fonte do governo federal que acompanha o assunto e pediu para não ser identificada afirmou que há dúvidas se a decisão deveria passar pelo Conselho de Administração da Petrobras “já que o que houve anteontem foi uma decisão de governo, do CNPE”.

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