Compliance…

Gosto muito e compactuo inteiramente com esta definição de Compliance do coordenador da Comissão de Ética em Governança do IBGC, Alberto Perazzo

 

Instante IBGC – extraído da Entrevista com Alberto Perazzo

Hoje em dia, há algumas definições sobre o que é compliance. Qual seria a definição do senhor?

É importante salientar que “estar” em compliance, que é basicamente cumprir leis e normas, não é caracterizado como uma virtude, pois isso deve ser visto como uma obrigação. Agora “ser” compliance é garantir que todos os atos da empresa estejam em consonância com alguns elementos. O primeiro é o conceito de identidade, que significa aquilo que é a razão de ser, portanto, envolve o propósito, a missão, os princípios, e a forma como a organização contribui para a sociedade. Nada disso tem a ver com uma simples placa pendurada na parede de uma empresa. É muito mais natural e menos superficial. Mas na medida em que são os referenciais que pautam a tomada de decisões de uma organização, criam uma identidade, pois as pessoas começam a compreender e reconhecer que esta é a sua forma de atuar. Então, uma questão que deve ser refletida pelo conselho de administração é: qual é a nossa identidade e como queremos ser reconhecidos? É importante salientar que, cada vez mais, os consumidores, as partes interessadas, estão mais conscientes, e eles escolhem a empresa com a qual se identificam. E você não pode se identificar com quem não tem identidade. Outro conceito é o da integridade, que eu resumiria como a consonância entre discurso e prática (“Eu faço o que eu defendo”). Então, o sistema de compliance é, simplesmente, um conjunto de procedimentos e ferramentas para estarem em conformidade com cumprir a lei? Não. É estar em consonância com a identidade e integridade. Isto deve partir do conselho e permear em toda a organização, seguindo o tom da liderança.

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